18/06/2009

ONG Ecosurfi lança programa Surf Sustentável em Ubatuba


Na quinta feira, dia 18, a Organização Não Governamental (ONG) Ecosurfi inicia a primeira etapa do programa Surf Sustentável, uma iniciativa da organização para contribuir com a sensibilização da comunidade do surf sobre a questão ambiental. A idéia tem como proposta a criação de um diálogo entre os surfistas, para a construção da Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente.
Ubatuba como a cidade mais surf do Brasil, sai na frente mais uma vez, e leva para a região o seminário Surf nas ondas da sustentabilidade, que irá trazer em sua programação palestras e dinâmicas para sensibilizar a comunidade do surf, sobre formas de enfrentar às mudanças ambientais globais, intensificadas pelo Aquecimento Global.
Esse programa carrega em sua base de ação a possibilidade de discutir entre todos os segmentos do esporte, o papel de cada empresa, indivíduo e/ou organização, frente ao atual modelo de desenvolvimento socioeconômico, que vem causando crises, desigualdades e homogenização cultural pelo Planeta e influenciando com implicações negativas a vida dos surfistas pelos litorais de todo o mundo.
O seminário será realizado no dia 18 de junho das 13h30 às 18h30, no Hotel São Charbel, localizado na Praça Nóbrega nº 280, Centro. Informações pelos telefones (12) 3832-1090 ou 3832-1080.


Sobre a Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente
Para a construção e implementação das propostas de atividades e ações do programa Surf Sustentável, será criada uma rede, através da formação da Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente.
A aliança irá visar o resgate imaterial da plena integração que o surf proporciona com a natureza, demonstrando experiências e vivências, para demandar subsídios que colaborem com a discussão entre os atores do esporte, para uma nova visão, comportamento e práticas sustentáveis, que possam ser incorporadas na agenda de toda a comunidade global do surf. Práticas que devam respeitar o meio ambiente são necessárias e precisam ser priorizadas pelos os agentes do surf. Contudo, a maneira encontrada para esse novo pacto entre o Homem e o Mar, será a concepção e celebração da Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente, que tem como objetivo principal, proporcionar um novo consciente coletivo entre a comunidade do surf, através da elaboração e produção da Carta de Responsabilidade dos Surfistas pelo Meio Ambiente – CRSMA.

Responsabilidade dos Surfistas pelo Meio Ambiente
A Carta de Responsabilidade dos Surfistas pelo Meio Ambiente- CRSMA é um documento aberto, plural e diversificado, sem vinculações governamentais ou partidárias, que tem como base conceitual a Carta das Responsabilidades Humanas, que é um documento planetário que surgiu através da Aliança para um Mundo Plural e Solidário.
O trabalho de elaboração do projeto da CRSMA deve ser criado para:
  • Servir como ponto de partida para o aprofundamento da reflexão, do debate democrático de idéias sobre a área socioambiental;
  • A formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de pessoas, entidades, empresas e movimentos da sociedade civil e redes;
  • Articulações de homens e de mulheres das mais diversas origens sócio-culturais, credos, etnias, idades, orientação sexual, profissões, ideologia política ou filosófica, empenhados na construção de uma sociedade justa e igualitária;
  • Possibilitar o desenvolvimento sustentável e a proteção dos mares e oceanos;
  • Ser um espaço de convergência das pessoas que buscam e desejam lutar por um novo mundo, capaz de respeitar em sua integralidade os direitos humanos, sociais, culturais e ambientais universais.

Desta forma, a proposta da CRSMA, organizará ações como encontros, mobilizações para o engajamento público e audiências para montar um amplo debate sobre quais responsabilidades a comunidade do surf pode assumir frente às questões Ambientais Globais.
O programa Surf Sustentável conta o apoio da: Aliança para um Mundo Plural e Solidário, Prefeitura Municipal de Ubatuba / Secretaria de Meio Ambiente, AUS - Associação Ubatuba Surf, Mescalito Desing, Guia Itanhaém Comercial, Rejuma – Rede Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, Coletivo Jovem de Meio Ambiente – CJ Caiçara, REBEA – Rede Brasileira de Educação Ambiental, REPEA - Rede Paulista de Educação Ambiental, Fórum do Litoral Paulista das Agendas 21. Para saber mais acesse:
http://www.surfsustentavel.blogspot.com/
http://ecosurfi.blogspot.com/
http://www.carta-responsabilidades-humanas.net/

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"Sendo Homens do Mar,
os Surfistas devem compactuar na busca incessante
pela preservação das praias, mares e oceanos
em todo o nosso Planeta" (ECOSURFI).

João Malavolta (ONG ECOSURFI)
http://www.ecosurfi.org/
http://www.ecosurfi.blogspot.com/
Blog: http://www.ecobservatorio.blogspot.com/
Acesse e participe do Grupo Ecosurfi: http://groups.google.com/group/ecosurfi

05/06/2009

Dia Mundial do Meio Ambiente: Vamos comemorar?

por Carol Binato*


Dia Mundial do Meio Ambiente: há o que comemorar? Com a apresentação da data (5 de junho), paira em nossos pensamentos esta pergunta. Ainda assistimos nos telejornais as devastações da Mata Atlântica, as invasões na Floresta Amazônica, o imenso descarte de lixo em locais impróprios. Então, o que comemorar? Os efeitos de tanta destruição estão visíveis no clima, nas chuvas, no ar, nas enchentes. Fatores agressivos ao indivíduo que insiste em destruir, esquecendo que está destruindo a si próprio.
Como diz o ditado ‘A esperança é a última que morre’, e no quesito meio ambiente ainda podemos encontrá-la nas crianças e em alguns pequenos grupos que tentam combater imensos problemas de destruição. Durante uma semana, diversas instituições, escolas e Organizações Não Governamentais realizam atividades em prol do Meio Ambiente, celebrando o dia 5 de junho. Uma forma de levar ao cidadão a importância da conservação dos ecossistemas existentes e do educar as atuais e futuras gerações.
Mas, as atividades de conscientização e educação ambiental não podem ficar restritas a um único dia. Um exemplo de incentivo e aprendizado é a Escola Ambiental de Praia Grande, modelo para a Região da Baixada Santista, que transmiti aos alunos da Cidade a importância da preservação do meio ambiente. Cultivo de plantas, técnicas de reciclagem, limpeza de manguezais, diminuição do consumo e a preservação dos recursos naturais são algumas práticas da Escola que não forma somente alunos mais conscientes. Educa e forma multiplicadores da informação.
Outro exemplo é a parceria entre o Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região e guias turísticos do grupo Caiçara Expedições, que promovem passeios pelos ecossistemas existentes na Região aos jornalistas. O objetivo transmitir as jornalistas todos os aspectos ambientais para que o profissional possa, no momento de registrar a notícia, decodificar de forma correta e simples as informações relacionadas ao meio ambiente. É, assim como na Escola de Educação Ambiental, uma maneira de educar e formar mais multiplicadores desta ação.
Ações como as exemplificadas neste artigo são maneiras de como colaborar na formação de uma sociedade mais consciente. E quando se diz sociedade, são todos os grupos: formadores de opinião, leitores, educadores, autoridades e comunidades.
E é vendo iniciativas e atividades como estas que chegamos a conclusão de que há sim o que comemorar. Basta sairmos do discurso e irmos para prática, trabalhando a favor do meio ambiente, transmitindo e decodificando de forma clara e objetiva os termos ligados ao meio ambiente para que todos possam entender o tamanho da importância em preservar e o tamanho da gravidade do problema (destruição) que assola o nosso planeta.


(*Carol Binato é jornalista formada pelo Centro Universitário Monte Serrat -Unimonte)

03/06/2009

Alunos da FALS promovem discussão sobre Ecoturismo neste sábado

Neste sábado, dia 6 de junho, os alunos do 3º ano do curso de Turismo da Faculdade do Litoral Sul Paulista (FALS) promovem o 1º Encontro Regional de Ecoturismo da FALS. Para o evento diversos profissionais das áreas de Turismo, Meio Ambiente e Esportes Radicais se reúnem para discutir sobre o potencial existente na Baixada Santista para a exploração de uma atividade que cresce nas cidades: o ECOTURISMO.
Além disso, os profissionais debatem sobre o planejamento e a prática de um Turismo Sustentável, sem depredação do meio ambiente, apoiando na criação de uma cultura de preservação e criando a consciência para a importância dos ecossistemas.
O evento será realizado no Auditótio Jornalista Roberto Marinho, localizado na sede da Secretaria de Educação (SEDUC) de Praia Grande - rua José Borges Neto, nº 50, bairro Mirim. As discussões iniciam às 15h.
por Carol Binato

25/05/2009

Conhecimentos



Nós, da equipe Jundu, gostaríamos de agradecer a participação do jornalista Eli Carlos Vieira em nosso blog. São estas manifestações que comprovam o resultado positivo do trabalho de grupos que lutam pela conservação e preservação do meio ambiente. Não basta informar, temos de aprender e compreender o tema.

Por isso, abrimos o espaço para os textos do jornalista Vieira. É justamente este um dos ideais da Revista Jundu: colaborar na formação de uma sociedade mais consciente. E quando dizemos sociedade, são todos os grupos: formadores de opinião, leitores, educadores, autoridades...

Este blog não é somente para apontar os problemas e as destruições. Ele serve como ferramenta para as boas ações como a da parceria entre o Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região e guias turísticos do grupo Caiçara Expedições. Atitudes que levam os transmissores da informação a entender a complexidade do tema PRESERVAÇÃO E CONSCIÊNCIA AMBIENTAL. O conhecimento 'in loco'! Isso é importante! Ver com os próprios olhos a beleza dos ecossistemas e compreender como eles são essenciais para a nossa sobrevivência. E o Vieira transmiti exatamente isso, a sua vivência entre manguezais e aves exuberantes e como aquele dia conseguiu mexer com seus conceitos sobre o meio ambiente.

É desta forma que nós jornalistas conseguiremos transmitir e decodificar de forma clara e objetiva os termos ligados ao meio ambiente para que os leitores possam entender o tamanho da importância em preservar e o tamanho da gravidade do problema (destruição) que assola o nosso planeta. Parabéns aos criadores do Projeto Visitação, aos participantes e ao jornalista Eli Carlos Vieira.

Carol Binato - membro da equipe Jundu

22/05/2009

Projeto leva jornalistas a conhecerem o mangue

Textos: Eli Carlos Vieira – Jornal Gazeta do Litoral
Fotos: Colaboração/Nara Assunção

Em tempos que muito se fala em preservação ambiental ou em formas de manter espécies ainda vivas para as próximas gerações, é comum também haver falta de informações suficientes ao abordar certos temas com relação à natureza. Um projeto do Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (estância do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo), faz com que profissionais de comunicação da Baixada Santista tenham contato direto com diferentes ecossistemas. O projeto tem parceria com guias turísticos e embarcações do grupo Caiçara Expedições.
Na terça-feira, dia 19, um grupo de jornalistas e estudantes de comunicação participaram do primeiro roteiro do Projeto Visitação. Os visitantes embarcaram em canoas e remaram rumo à área de manguezal existente na região do Mar Pequeno, entre São Vicente e Praia Grande. Em trajeto de cerca de três horas e pouco mais de um quilômetro, esses profissionais presenciaram paisagens que nunca viram antes de tão perto.
O principal objetivo do Núcleo de Jornalismo Ambiental (criado em 2008) é investir em discussões entre jornalistas, a respeito do meio ambiente. “É preciso que haja sensibilização e isso é facilitado com a vivência do jornalista direto na natureza”, ressalta a coordenadora de comunicação do Núcleo, Catharina Apolinário. “Normalmente nas matérias sobre meio ambiente é comum ver as mesmas fontes sendo utilizadas, além de muitos termos técnicos. Pretende-se fomentar novas pautas ambientais. Queremos sair das mesmas matérias que falam sempre sobre agressão e denúncia.”

AÇÕES – Catharina explica que esse tour pelo mangue é apenas uma das ações que podem ser feitas no sentido de tornar a natureza mais próxima. A ideia foi proposta após a realização do 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica, no dia 25 de abril. “Vimos que o mangue é pouco explorado. As pessoas costumam muito ir à praia, mas ignoram o mangue, que é essencial para a vida natural e ao estuário”, defende a coordenadora de comunicação.
Após esse passeio, o órgão que é formado por voluntários, planeja a formação de novos encontros, onde os profissionais do jornalismo possam trocar informações e aprender mais. “Queremos montar comissões, trazer técnicos e promover sabatinas ambientais, com muito diálogo sobre diversos aspectos do meio ambiente”, sugere Catharina, que anuncia para breve novas expedições, como por exemplo trilhas ecológicas, com destino a ser definido.
Quem deseja se unir ao grupo e atuar na divulgação de belezas naturais da região, pode entrar em contato com o Núcleo de Jornalismo Ambiental, pelo contato eletrônico: njasantoseregiao@gmail.com .



Três horas de remada, novas visões e descobertas

A proposta é simples. Para que jornalistas conheçam mais sobre o manguezal existente nas redondezas da região em que vivem, foram dados remos e direito a um assento em uma canoa de modelo canadense. Além da integração entre colegas de profissão, as descobertas que viriam à frente seriam reveladoras. O passeio de três horas ao longo do Estuário de São Vicente/Praia Grande foi guiado por instrutores do grupo Caiçara Expedições.
“Realizamos esse trajeto há três anos, voltado a todo tipo de grupo, a partir dos 7 anos de idade. Há trilhas, city tour, trekking e outras modalidades de passeio”, explica o guia turístico e diretor comercial do Caiçara Expedições, Renato Marchesini. Para ele, o grupo só de jornalistas é inédito. “A experiência é válida para todos. No caso desses profissionais, garanto que muita coisa muda após esse olhar e contato tão próximo – daí a proposta deles mesmos remarem e realizarem suas descobertas.”

MANGUEPor falta de conhecimento, muitas pessoas associam o mangue a lixo, a sujeira, sem saber que trata-se de um dos mais ricos ecossistemas vivos que há em ambientes de maré. Costuma-se nomear mangue, as espécies de árvores e arbustos que crescem em terrenos que não estão nem totalmente na terra, nem no mar. Já manguezal seria o termo que identifica apenas o local onde ocorrem essas plantas e o conjunto de seres vivos que nele vive (o ecossistema).
Na região de São Vicente/Praia Grande três espécies de árvores são as predominantes: o mangue-vermelho, mangue-preto e mangue-branco. O mangue-vermelho pode chegar a 15 metros de altura de raízes muito fortes. “Suas sementes são fecundadas ainda na árvore. Quando maduros, se desprendem da árvore-mãe, e se fixam assim que caem na água”, diz Marchesini.
Entre os animais, há invertebrados como caranguejos e siris, vermes, crustáceos, moluscos e até camarões. Há ainda cerca de 100 espécies de peixes, como tainhas, paratis, badejos e robalos, além de pequenos jacarés de papo amarelo.
Entre as cerca de 210 espécies de aves, estão a garça-azul, garça-branca, socó e o colhereiro. O destaque fica para a beleza do vermelho alaranjado dos guarás-vermelhos, semelhantes à cor dos caranguejos, seu alimento preferido.
Para conhecer opções de roteiros do grupo Caiçara Expedições, o telefone é 3466-6905. O endereço eletrônico é: contato@caicaraexpedicoes.com .


Comunicadores que viram de perto, têm a missão de repassar o aprendizado

O pensamento dos jornalistas, ao vestirem o colete de segurança, é de curiosidade. Tudo novo: remar em duplas ou trios em uma canoa, enfrentar a grandeza do Mar Pequeno e se deparar com espécies de fauna e flora nunca antes vistos tão de perto. O desafio começa na tentativa de se equilibrar, ao embarcar na canoa e depois manter a direção correta durante todo o trajeto.
Passado o medo de virar e cair na água, os visitantes eram só surpresa. Diversas perguntas eram feitas de barco para barco. Alguns anotam, outros com máquinas fotográficas, lutavam para não deixar nada escapar. “É impressionante como essa natureza está tão perto de nós. Sempre imaginamos como seja, mas nunca conhecemos de fato”, reconhece o estudante de jornalismo, Paulo Nogueira. “É lamentável como o ser humano degrada ambientes como esse.”
A jornalista Nara Assunção, de 24 anos, já conhecia este tipo de ecossistema, mas nunca foi ao manguezal de São Vicente/Praia Grande, muito menos passeou de canoa. “Foi uma experiência que ultrapassou minhas expectativas”, resume. Ela acredita que o passeio torne os profissionais mais entusiasmados a alertar a população. “Ao mesmo tempo que fomos surpreendidos por revoadas de aves vermelhas, azuis e brancas, me entristeceu ver a sujeira acumulada no local. É o lixo humano mais uma vez interferindo em um dos ecossistemas mais ricos que temos”, desabafa Nara.
As impressões que se tem são muitas. Ao realizar as primeiras remadas na água, vem o desejo de que toda a população pudesse fazer aquele tipo de passeio. Depois, se tem a impressão de que a natureza é frágil e que é preciso cuidá-la, mas, em outros momentos, vê-se a grandeza imponente das paisagens e então percebe-se que é preciso respeitá-la.
Tudo é som e imagem. Água, animais e vegetação. Peixes arteiros surpreendem os desavisados, pulando aqui e ali, fazendo barulhos na água silenciosa. Mais próximo ao manguezal, um ronco chama atenção de alguns, que chegam a questionar o guia sobre um possível jacaré, mas são apenas roncos da terra, causados por ar que vai do fundo da água, atingindo a superfície, pelos buracos feitos pelos caranguejos.
As aves, por sua vez, se exibem. Juntas, as muitas asas vermelhíssimas, algumas azuis quase no tom de chumbo, e outras brancas atravessam o céu. Nessa altura, os visitantes descansam os remos e só observam.
Ao fim, entre muitas ideias, pensamentos, sentimentos, fica a imensa sensação de que valeu a pena o cansaço e as expectativas criadas até ali.

28/04/2009

Reabilitação: aves marinhas retornam ao habitat natural

por Carol Binato (Gazeta do Litoral)
fotos: Richard Aldrin (Jornal Gazeta do Litoral)




Quatro aves marinhas alçaram o vôo de retorno ao habitat natural na sexta-feira, dia 24, na praia do Canto do Forte, em Praia Grande. A soltura das aves foi realizada pela equipe do Centro de Triagem de Animais Selvagens (Cetas) – Refúgio Mata Atlântica Lello – Unimonte, em parceria com o 1º Grupamento de Fiscalização Náutica da Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande.
Após tratamento de quase um mês no Cetas, duas Gaivotas, um Trinta réis e um Atobá retornaram ao céu. Estava prevista a soltura de mais uma espécie de Atobá, mas a ave, que apresentava uma luxação na asa ao dar entrada no Centro de Triagem, não conseguiu levantar vôo. “A soltura é sempre um teste final. Se ave não voar é porque ela ainda não está pronta para retornar ao seu habitat natural”, explicou a veterinária e responsável técnica pelo Cetas, Cláudia Carvalho do Nascimento. O Atobá retornará ao Cetas dar continuidade ao trabalho de reabilitação.
Cláudia explicou que, após ficar um mês mantida em viveiro, a ave precisa se readaptar. “Por isso, algumas encontram dificuldades. Mas a tendência é que 100% retorne ao hábitat natural.” Conforme a veterinária, antes de retornarem, as aves passaram por exames e avaliações. “Realizamos exames de sangue, aplicação vermífugos e outros medicamentos. Além do trabalho de reabilitação e observação de comportamento”, explicou.
Todas as aves marinhas foram encontradas pela equipe de Fiscalização Náutica da GCM de Praia Grande. “Muitas vezes, nós mesmos encontramos diversos animais marinhos e silvestres ou somos acionados pelo Corpo de Bombeiros para o resgate das espécies encontradas na Costa de Praia Grande”, comentou o responsável pelo Grupamento, Delfo Almeida Monsalvo. A equipe realiza fiscalização em toda a Costa Marítima de Praia Grande, além das áreas adjacentes como mangues e áreas ambientais.
O Grupamento de Fiscalização Náutica, pioneiro no serviço em toda Região Metropolitana da Baixada Santista, possui treinamento de manejo do Ibama. O curso consiste nas técnicas e formas de como capturar, resgatar os animais com fraturas ou ferimentos.
Para os GCMs, a soltura das aves é gratificante. “O Homem costuma interferir na natureza, prejudicando o meio ambiente. Aqui vemos o fruto do trabalho do Homem pelo bem da natureza, possibilitando que estas aves voltem ao seu habitat natural.”
Conforme Monsalvo, as aves marinhas são facilmente encontradas durante os meses de abril e maio. Em outros períodos, Monsalvo conta que é comum encontrar pingüins e tartarugas. “De janeiro a junho, temos encontrado uma média de cinco animais por mês. Ao todo, foram quase 200 animais encontrados e levados para reabilitação”, contabilizou o responsável. Os dados referem-se ao período de 2006 ao início de 2009.

CETAS – Atualmente, cerca de 180 animais estão abrigados no Centro de Triagem. Dentre eles há pingüins, aves marinhas, papagaios, gaviões, macacos, entre outros. O local possui estrutura de 586 metros quadrados, contado com sala de atendimento em neonatologia, para manutenção de filhotes e recém-nascidos, sala de descontaminação, para procedimentos de limpeza de animais acometidos por petróleo e derivados, ambulatório, sala de apoio, biotério, viveiros, salas de quarentena, cozinha e despensa.O Centro de Triagem de Animais Selvagens fica na rua Galeão Coutinho, nº 517, Jockey Clube, em São Vicente. Informações pelo telefone 3463-5418.

21/04/2009

‘Mídia Ambiente’


A importância da conservação do meio ambiente é fundamental para a nossa sobrevivência, mas o ser humano não tem contribuído muito para mantê-lo vivo. São feitas várias ações de proteção à natureza, mas será que é o suficiente?
A área da comunicação é uma ferramenta fundamental de divulgação de trabalhos de conscientização. Conforme dados pesquisados pela Forrester Research e publicados no Brasil pelo jornal Folha Online, os meios de comunicação ainda são a grande porta de divulgação de qualquer tipo de assunto. Atualmente somos o quarto país do mundo a adotar novas tecnologias. A mídia televisiva está investindo em recursos de última geração na captação de melhores imagens e equipamentos avançados de multimídia. Mas apesar de termos toda uma base de comunicação nacional, o brasileiro migrou rapidamente para o mundo virtual que ultimamente é um grande meio de comunicação.
Vários profissionais e estudantes de diversas áreas seguem o meio mais fácil que é o da internet para expor e publicar seus trabalhos e pesquisas sobre variados temas. O meio ambiente faz parte de uma situação preocupante, pois quem trabalha em prol dessa causa busca nos meios de comunicação informar a atual situação do planeta que vem sofrendo uma enorme degradação feita pelo bicho homem. O jornalismo está abrindo vertentes surgindo profissionais que buscam se especializar sobre a questão ambiental e divulgar a população tudo relacionado sobre o assunto. Hoje podemos encontrar diversos materiais sobre meio ambiente desde jornais e revistas até reportagens e matérias publicadas na internet.
Sinal de que aos poucos estamos conseguindo abrir espaço para uma questão importante que é o meio ambiente.

Rodrigo Lima

As pessoas estão mais conscientes quando o assunto é preservar o planeta?