03/06/2009

Alunos da FALS promovem discussão sobre Ecoturismo neste sábado

Neste sábado, dia 6 de junho, os alunos do 3º ano do curso de Turismo da Faculdade do Litoral Sul Paulista (FALS) promovem o 1º Encontro Regional de Ecoturismo da FALS. Para o evento diversos profissionais das áreas de Turismo, Meio Ambiente e Esportes Radicais se reúnem para discutir sobre o potencial existente na Baixada Santista para a exploração de uma atividade que cresce nas cidades: o ECOTURISMO.
Além disso, os profissionais debatem sobre o planejamento e a prática de um Turismo Sustentável, sem depredação do meio ambiente, apoiando na criação de uma cultura de preservação e criando a consciência para a importância dos ecossistemas.
O evento será realizado no Auditótio Jornalista Roberto Marinho, localizado na sede da Secretaria de Educação (SEDUC) de Praia Grande - rua José Borges Neto, nº 50, bairro Mirim. As discussões iniciam às 15h.
por Carol Binato

25/05/2009

Conhecimentos



Nós, da equipe Jundu, gostaríamos de agradecer a participação do jornalista Eli Carlos Vieira em nosso blog. São estas manifestações que comprovam o resultado positivo do trabalho de grupos que lutam pela conservação e preservação do meio ambiente. Não basta informar, temos de aprender e compreender o tema.

Por isso, abrimos o espaço para os textos do jornalista Vieira. É justamente este um dos ideais da Revista Jundu: colaborar na formação de uma sociedade mais consciente. E quando dizemos sociedade, são todos os grupos: formadores de opinião, leitores, educadores, autoridades...

Este blog não é somente para apontar os problemas e as destruições. Ele serve como ferramenta para as boas ações como a da parceria entre o Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região e guias turísticos do grupo Caiçara Expedições. Atitudes que levam os transmissores da informação a entender a complexidade do tema PRESERVAÇÃO E CONSCIÊNCIA AMBIENTAL. O conhecimento 'in loco'! Isso é importante! Ver com os próprios olhos a beleza dos ecossistemas e compreender como eles são essenciais para a nossa sobrevivência. E o Vieira transmiti exatamente isso, a sua vivência entre manguezais e aves exuberantes e como aquele dia conseguiu mexer com seus conceitos sobre o meio ambiente.

É desta forma que nós jornalistas conseguiremos transmitir e decodificar de forma clara e objetiva os termos ligados ao meio ambiente para que os leitores possam entender o tamanho da importância em preservar e o tamanho da gravidade do problema (destruição) que assola o nosso planeta. Parabéns aos criadores do Projeto Visitação, aos participantes e ao jornalista Eli Carlos Vieira.

Carol Binato - membro da equipe Jundu

22/05/2009

Projeto leva jornalistas a conhecerem o mangue

Textos: Eli Carlos Vieira – Jornal Gazeta do Litoral
Fotos: Colaboração/Nara Assunção

Em tempos que muito se fala em preservação ambiental ou em formas de manter espécies ainda vivas para as próximas gerações, é comum também haver falta de informações suficientes ao abordar certos temas com relação à natureza. Um projeto do Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (estância do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo), faz com que profissionais de comunicação da Baixada Santista tenham contato direto com diferentes ecossistemas. O projeto tem parceria com guias turísticos e embarcações do grupo Caiçara Expedições.
Na terça-feira, dia 19, um grupo de jornalistas e estudantes de comunicação participaram do primeiro roteiro do Projeto Visitação. Os visitantes embarcaram em canoas e remaram rumo à área de manguezal existente na região do Mar Pequeno, entre São Vicente e Praia Grande. Em trajeto de cerca de três horas e pouco mais de um quilômetro, esses profissionais presenciaram paisagens que nunca viram antes de tão perto.
O principal objetivo do Núcleo de Jornalismo Ambiental (criado em 2008) é investir em discussões entre jornalistas, a respeito do meio ambiente. “É preciso que haja sensibilização e isso é facilitado com a vivência do jornalista direto na natureza”, ressalta a coordenadora de comunicação do Núcleo, Catharina Apolinário. “Normalmente nas matérias sobre meio ambiente é comum ver as mesmas fontes sendo utilizadas, além de muitos termos técnicos. Pretende-se fomentar novas pautas ambientais. Queremos sair das mesmas matérias que falam sempre sobre agressão e denúncia.”

AÇÕES – Catharina explica que esse tour pelo mangue é apenas uma das ações que podem ser feitas no sentido de tornar a natureza mais próxima. A ideia foi proposta após a realização do 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica, no dia 25 de abril. “Vimos que o mangue é pouco explorado. As pessoas costumam muito ir à praia, mas ignoram o mangue, que é essencial para a vida natural e ao estuário”, defende a coordenadora de comunicação.
Após esse passeio, o órgão que é formado por voluntários, planeja a formação de novos encontros, onde os profissionais do jornalismo possam trocar informações e aprender mais. “Queremos montar comissões, trazer técnicos e promover sabatinas ambientais, com muito diálogo sobre diversos aspectos do meio ambiente”, sugere Catharina, que anuncia para breve novas expedições, como por exemplo trilhas ecológicas, com destino a ser definido.
Quem deseja se unir ao grupo e atuar na divulgação de belezas naturais da região, pode entrar em contato com o Núcleo de Jornalismo Ambiental, pelo contato eletrônico: njasantoseregiao@gmail.com .



Três horas de remada, novas visões e descobertas

A proposta é simples. Para que jornalistas conheçam mais sobre o manguezal existente nas redondezas da região em que vivem, foram dados remos e direito a um assento em uma canoa de modelo canadense. Além da integração entre colegas de profissão, as descobertas que viriam à frente seriam reveladoras. O passeio de três horas ao longo do Estuário de São Vicente/Praia Grande foi guiado por instrutores do grupo Caiçara Expedições.
“Realizamos esse trajeto há três anos, voltado a todo tipo de grupo, a partir dos 7 anos de idade. Há trilhas, city tour, trekking e outras modalidades de passeio”, explica o guia turístico e diretor comercial do Caiçara Expedições, Renato Marchesini. Para ele, o grupo só de jornalistas é inédito. “A experiência é válida para todos. No caso desses profissionais, garanto que muita coisa muda após esse olhar e contato tão próximo – daí a proposta deles mesmos remarem e realizarem suas descobertas.”

MANGUEPor falta de conhecimento, muitas pessoas associam o mangue a lixo, a sujeira, sem saber que trata-se de um dos mais ricos ecossistemas vivos que há em ambientes de maré. Costuma-se nomear mangue, as espécies de árvores e arbustos que crescem em terrenos que não estão nem totalmente na terra, nem no mar. Já manguezal seria o termo que identifica apenas o local onde ocorrem essas plantas e o conjunto de seres vivos que nele vive (o ecossistema).
Na região de São Vicente/Praia Grande três espécies de árvores são as predominantes: o mangue-vermelho, mangue-preto e mangue-branco. O mangue-vermelho pode chegar a 15 metros de altura de raízes muito fortes. “Suas sementes são fecundadas ainda na árvore. Quando maduros, se desprendem da árvore-mãe, e se fixam assim que caem na água”, diz Marchesini.
Entre os animais, há invertebrados como caranguejos e siris, vermes, crustáceos, moluscos e até camarões. Há ainda cerca de 100 espécies de peixes, como tainhas, paratis, badejos e robalos, além de pequenos jacarés de papo amarelo.
Entre as cerca de 210 espécies de aves, estão a garça-azul, garça-branca, socó e o colhereiro. O destaque fica para a beleza do vermelho alaranjado dos guarás-vermelhos, semelhantes à cor dos caranguejos, seu alimento preferido.
Para conhecer opções de roteiros do grupo Caiçara Expedições, o telefone é 3466-6905. O endereço eletrônico é: contato@caicaraexpedicoes.com .


Comunicadores que viram de perto, têm a missão de repassar o aprendizado

O pensamento dos jornalistas, ao vestirem o colete de segurança, é de curiosidade. Tudo novo: remar em duplas ou trios em uma canoa, enfrentar a grandeza do Mar Pequeno e se deparar com espécies de fauna e flora nunca antes vistos tão de perto. O desafio começa na tentativa de se equilibrar, ao embarcar na canoa e depois manter a direção correta durante todo o trajeto.
Passado o medo de virar e cair na água, os visitantes eram só surpresa. Diversas perguntas eram feitas de barco para barco. Alguns anotam, outros com máquinas fotográficas, lutavam para não deixar nada escapar. “É impressionante como essa natureza está tão perto de nós. Sempre imaginamos como seja, mas nunca conhecemos de fato”, reconhece o estudante de jornalismo, Paulo Nogueira. “É lamentável como o ser humano degrada ambientes como esse.”
A jornalista Nara Assunção, de 24 anos, já conhecia este tipo de ecossistema, mas nunca foi ao manguezal de São Vicente/Praia Grande, muito menos passeou de canoa. “Foi uma experiência que ultrapassou minhas expectativas”, resume. Ela acredita que o passeio torne os profissionais mais entusiasmados a alertar a população. “Ao mesmo tempo que fomos surpreendidos por revoadas de aves vermelhas, azuis e brancas, me entristeceu ver a sujeira acumulada no local. É o lixo humano mais uma vez interferindo em um dos ecossistemas mais ricos que temos”, desabafa Nara.
As impressões que se tem são muitas. Ao realizar as primeiras remadas na água, vem o desejo de que toda a população pudesse fazer aquele tipo de passeio. Depois, se tem a impressão de que a natureza é frágil e que é preciso cuidá-la, mas, em outros momentos, vê-se a grandeza imponente das paisagens e então percebe-se que é preciso respeitá-la.
Tudo é som e imagem. Água, animais e vegetação. Peixes arteiros surpreendem os desavisados, pulando aqui e ali, fazendo barulhos na água silenciosa. Mais próximo ao manguezal, um ronco chama atenção de alguns, que chegam a questionar o guia sobre um possível jacaré, mas são apenas roncos da terra, causados por ar que vai do fundo da água, atingindo a superfície, pelos buracos feitos pelos caranguejos.
As aves, por sua vez, se exibem. Juntas, as muitas asas vermelhíssimas, algumas azuis quase no tom de chumbo, e outras brancas atravessam o céu. Nessa altura, os visitantes descansam os remos e só observam.
Ao fim, entre muitas ideias, pensamentos, sentimentos, fica a imensa sensação de que valeu a pena o cansaço e as expectativas criadas até ali.

28/04/2009

Reabilitação: aves marinhas retornam ao habitat natural

por Carol Binato (Gazeta do Litoral)
fotos: Richard Aldrin (Jornal Gazeta do Litoral)




Quatro aves marinhas alçaram o vôo de retorno ao habitat natural na sexta-feira, dia 24, na praia do Canto do Forte, em Praia Grande. A soltura das aves foi realizada pela equipe do Centro de Triagem de Animais Selvagens (Cetas) – Refúgio Mata Atlântica Lello – Unimonte, em parceria com o 1º Grupamento de Fiscalização Náutica da Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande.
Após tratamento de quase um mês no Cetas, duas Gaivotas, um Trinta réis e um Atobá retornaram ao céu. Estava prevista a soltura de mais uma espécie de Atobá, mas a ave, que apresentava uma luxação na asa ao dar entrada no Centro de Triagem, não conseguiu levantar vôo. “A soltura é sempre um teste final. Se ave não voar é porque ela ainda não está pronta para retornar ao seu habitat natural”, explicou a veterinária e responsável técnica pelo Cetas, Cláudia Carvalho do Nascimento. O Atobá retornará ao Cetas dar continuidade ao trabalho de reabilitação.
Cláudia explicou que, após ficar um mês mantida em viveiro, a ave precisa se readaptar. “Por isso, algumas encontram dificuldades. Mas a tendência é que 100% retorne ao hábitat natural.” Conforme a veterinária, antes de retornarem, as aves passaram por exames e avaliações. “Realizamos exames de sangue, aplicação vermífugos e outros medicamentos. Além do trabalho de reabilitação e observação de comportamento”, explicou.
Todas as aves marinhas foram encontradas pela equipe de Fiscalização Náutica da GCM de Praia Grande. “Muitas vezes, nós mesmos encontramos diversos animais marinhos e silvestres ou somos acionados pelo Corpo de Bombeiros para o resgate das espécies encontradas na Costa de Praia Grande”, comentou o responsável pelo Grupamento, Delfo Almeida Monsalvo. A equipe realiza fiscalização em toda a Costa Marítima de Praia Grande, além das áreas adjacentes como mangues e áreas ambientais.
O Grupamento de Fiscalização Náutica, pioneiro no serviço em toda Região Metropolitana da Baixada Santista, possui treinamento de manejo do Ibama. O curso consiste nas técnicas e formas de como capturar, resgatar os animais com fraturas ou ferimentos.
Para os GCMs, a soltura das aves é gratificante. “O Homem costuma interferir na natureza, prejudicando o meio ambiente. Aqui vemos o fruto do trabalho do Homem pelo bem da natureza, possibilitando que estas aves voltem ao seu habitat natural.”
Conforme Monsalvo, as aves marinhas são facilmente encontradas durante os meses de abril e maio. Em outros períodos, Monsalvo conta que é comum encontrar pingüins e tartarugas. “De janeiro a junho, temos encontrado uma média de cinco animais por mês. Ao todo, foram quase 200 animais encontrados e levados para reabilitação”, contabilizou o responsável. Os dados referem-se ao período de 2006 ao início de 2009.

CETAS – Atualmente, cerca de 180 animais estão abrigados no Centro de Triagem. Dentre eles há pingüins, aves marinhas, papagaios, gaviões, macacos, entre outros. O local possui estrutura de 586 metros quadrados, contado com sala de atendimento em neonatologia, para manutenção de filhotes e recém-nascidos, sala de descontaminação, para procedimentos de limpeza de animais acometidos por petróleo e derivados, ambulatório, sala de apoio, biotério, viveiros, salas de quarentena, cozinha e despensa.O Centro de Triagem de Animais Selvagens fica na rua Galeão Coutinho, nº 517, Jockey Clube, em São Vicente. Informações pelo telefone 3463-5418.

21/04/2009

‘Mídia Ambiente’


A importância da conservação do meio ambiente é fundamental para a nossa sobrevivência, mas o ser humano não tem contribuído muito para mantê-lo vivo. São feitas várias ações de proteção à natureza, mas será que é o suficiente?
A área da comunicação é uma ferramenta fundamental de divulgação de trabalhos de conscientização. Conforme dados pesquisados pela Forrester Research e publicados no Brasil pelo jornal Folha Online, os meios de comunicação ainda são a grande porta de divulgação de qualquer tipo de assunto. Atualmente somos o quarto país do mundo a adotar novas tecnologias. A mídia televisiva está investindo em recursos de última geração na captação de melhores imagens e equipamentos avançados de multimídia. Mas apesar de termos toda uma base de comunicação nacional, o brasileiro migrou rapidamente para o mundo virtual que ultimamente é um grande meio de comunicação.
Vários profissionais e estudantes de diversas áreas seguem o meio mais fácil que é o da internet para expor e publicar seus trabalhos e pesquisas sobre variados temas. O meio ambiente faz parte de uma situação preocupante, pois quem trabalha em prol dessa causa busca nos meios de comunicação informar a atual situação do planeta que vem sofrendo uma enorme degradação feita pelo bicho homem. O jornalismo está abrindo vertentes surgindo profissionais que buscam se especializar sobre a questão ambiental e divulgar a população tudo relacionado sobre o assunto. Hoje podemos encontrar diversos materiais sobre meio ambiente desde jornais e revistas até reportagens e matérias publicadas na internet.
Sinal de que aos poucos estamos conseguindo abrir espaço para uma questão importante que é o meio ambiente.

Rodrigo Lima

24/03/2009

Projeto BioPesca promove a integração entre a pesca e a conscientização em alto mar

by Carol Binato
Nas questões ambientais, profissionais da área e outros membros da sociedade defendem o lema de que, se cada cidadão fizesse a sua parte, o meio ambiente estaria em melhores condições. E foi carregando esta bandeira que nasceu a ONG Projeto BioPesca. A iniciativa de uma estudante de biologia, hoje mestre em ciência, trouxe aos pescadores de Praia Grande um novo olhar sobre a extinção de animais marinhos e levantou a importância da pesca artesanal para a comunidade.
Com o objetivo de monitorar a captura acidental de golfinhos e tartarugas marinhas e estudar a pesca artesanal, o Projeto BioPesca atua em Praia Grande desde 1998. “Tinha casa na Cidade e me tornei amigas dos pescadores porque coletava dados sobre pesca para o meu trabalho de conclusão de curso”, comentou Carolina Bertozzi, bióloga e fundadora do projeto.
“Tudo começou quando levei para a USP um golfinho encontrado pelos pescadores do Canto do Forte”, contou a bióloga. A espécie era a Toninha, um dos cetáceos mais ameaçados de extinção. “Ao chegar na universidade, um dos mestrandos ficou abismado porque era o primeiro registro de captura acidental de Toninha no Estado de São Paulo”, relembrou a bióloga. Em 2002, o projeto tornou-se a ONG Projeto BioPesca.
No âmbito da pesca, a ONG trabalha diariamente acompanhando o desembarque dos peixes, registrando as espécies desembarcadas e a quantidade de pescado e monitorando as capturas acidentais. A educação ambiental é realizada com atividades e exposições na Butique de Peixes instalada no bairro Canto do Forte.

CONSCIENTIZAÇÃO – As ações do Projeto BioPesca dentro da comunidade pesqueira de Praia Grande permitiu que os pescadores visualizassem melhor os problemas causados ao meio ambiente devido à falta de conscientização. “Quaisquer animais que eles capturam, que jamais trariam para a terra, hoje eles trazem. Antigamente, tinha comércio de casco de tartaruga, que é proibido. Hoje as espécies chegam inteiras para que possamos realizar as pesquisas” enfatizou a bióloga. “Então, esta mudança de comportamento de pescadores que têm 60 a 65 anos e que trabalham na pesca há 50, é gratificante”, comemorou Carolina.
A bióloga explica que os pescadores tornam-se interlocutores do projeto, transmitindo aos demais a importância de conservar e preservar o meio ambiente. “Eles acabam multiplicando o conhecimento com o pessoal que vem comprar o pescado. Os pescadores se sentem parte do projeto e eles são o projeto. E isso é o legal.”
As palavras de Jorge Damião Martins Coelho, que há 16 anos vive da pesca em Praia Grande, confirma a atuação positiva do BioPesca. “Com os dados que a Carol recolheu conseguimos ver que realmente está acabando os peixes. Há 15 anos armava 400 metros de rede e pegava cerca de 200 quilos de sororoca por dia. Hoje, saímos com 1500 metros de rede para pegar de 20 a 30 quilos”, relembrou o pescador.Para ele, a ONG apóia não somente na conscientização da importância em preservar, mas também como conhecer melhor seu próprio trabalho. “Com os dados que a Carol recolhe temos o balanço do que fizemos durante todos estes anos, mostrando que damos duro por este mar a fora.”




Fotos - Jornal Gazeta do Litoral /Richard Aldrin

05/03/2009

Onde o chuchu mais parece caviar!




Se seu filho toma banho de chuveiro e come chuchu, ele pode ser considerado rei em alguns municípios brasileiros. Após assistir a reportagem O Brasil dos excluídos, exibida pelo programa jornalístico Fantástico (Rede Globo), conseguimos perceber o tamanho da falta de percepção do cidadão quanto aos problemas sociais que assolam este "Brasil varonil". A matéria exibida no domingo passado, dia 1º, sobre as cidades que ocupam o pior Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, coloca o telespectador a frente do velho questionamento: Até onde vai o meu exercício de cidadão?
O IDH, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), avalia a qualidade de vida no mundo, considerando três fatores básicos: expectativa de vida, nível de educação e a renda da população. Fatores de níveis mínimos nas cidades de Jordão e Tarauacá (Acre), Manari (Pernambuco) e Traipu (Alagoas).
Enquanto aqui na região sudeste, lava-se quintais com mangueiras e joga-se comida fora, em Jordão, no estado do Acre, cerca de 6 mil pessoas não conhecem nem mesmo o leguminoso chuchu, tamanho o isolamento desta população. Isso porque dizem os mais antigos que chuchu, onde planta, dá! Pode-se dizer que, nesta cidade, chuchu para eles é como caviar para a classe média paulistana.
Cidades que não possuem água encanada nem para tomar banho, como na cidade de Traipu e de Manari, onde as crianças não conhecem chuveiro. Banho nestas cidades, somente de balde. Mas pergunta para os governantes destes municípios se a população é esquecida ou excluída da cobrança da taxa d’água?
Perante a estes fatos, cria-se a pergunta: Somos realmente cidadãos conscientes? E além da questão, há uma afirmação: não adianta falar sobre preservação ambiental se nem mesmo água este povo conhece. Se nem mesmo, aqui neste extremo brasileiro, que ainda (eu disse, ainda) temos este recurso natural, o usa-se de forma inconseqüente e abusiva. Do que adianta levantar a bandeira do “Eu tenho responsabilidade socioambiental!” se ao ir ao mercado, compra-se comida em excesso que irão acabar dentro da lata de lixo?! Por isso, a responsabilidade social e ambiental de cada cidadão inicia ao levantar da cama pela manhã, ao abrir a torneira da pia para escovar os dentes, ao comprar o essencial, ao ser consciente durante as eleições, ao doar roupas e outros utensílios que não se usam mais. Estes são alguns exercícios de um cidadão realmente consciente.

Carol Binato


Foto: Parque Serra do Mar, Rio Itutinga Pilões - Carol Binato

As pessoas estão mais conscientes quando o assunto é preservar o planeta?